Entenda melhor

As Genodermatoses

Conheça mais sobre essas doenças genéticas raras da pele e seus impactos que podem ir muito além da pele

Assistida da Casa Santa Teresinha
O que são

Doenças genéticas raras e hereditárias.

As genodermatoses são doenças genéticas raras, hereditárias e, em sua maioria, crônicas, que afetam principalmente a pele, as mucosas, os cabelos e as unhas e que, em muitos casos, também podem comprometer outros órgãos e sistemas do organismo. São causadas por mutações genéticas, não são contagiosas e podem se manifestar ao nascimento ou durante a infância. O cuidado especializado, a orientação, o acolhimento e a inclusão são essenciais para promover o bem-estar e a qualidade de vida.

Quais são os

Tipos de genodermatoses.

As genodermatoses compreendem um amplo grupo de doenças genéticas raras da pele, com centenas de condições descritas na literatura médica. A Casa Santa Teresinha dedica sua atuação ao cuidado integral de crianças e adolescentes com quatro dessas condições: Epidermólise Bolhosa, Xeroderma Pigmentoso, Ictiose e Displasia Ectodérmica. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas.

Epidermólise Bolhosa

Epidermólise Bolhosa

Caracteriza-se pela extrema fragilidade da pele, com formação de bolhas e feridas ao menor atrito, sendo conhecida como "pele de borboleta". Pode causar dor intensa, infecções e comprometimento da funcionalidade das mãos e dos pés.

Xeroderma Pigmentoso

Xeroderma Pigmentoso

Caracteriza-se pela incapacidade da pele de reparar adequadamente os danos causados pela radiação ultravioleta. A exposição ao sol pode provocar lesões graves e aumentar significativamente o risco de desenvolver múltiplos cânceres de pele, muitas vezes ainda na infância.

Ictiose

Ictiose

Caracteriza-se pelo espessamento e ressecamento intenso da pele, conferindo-lhe aspecto de escamas. Pode causar fissuras, favorecer infecções e exigir hidratação constante.

Displasia Ectodérmica

Displasia Ectodérmica

Caracteriza-se por alterações no desenvolvimento da pele, dos cabelos, dos dentes, das unhas e das glândulas sudoríparas. Pode causar dificuldade na regulação da temperatura corporal e outras manifestações associadas.

Os desafios

Barreiras no enfrentamento das genodermatoses.

Baixa prevalência

Por serem doenças raras, existem poucos dados epidemiológicos consolidados. Dados da literatura indicam que sua prevalência pode variar amplamente conforme a condição, geralmente entre 1 para 100.000 e mais de 1 para 1.000.000 de pessoas.

Falta de suporte

A integração entre os cuidados de saúde e o suporte psicossocial ainda é limitada, comprometendo o cuidado integral de pacientes e familiares.

Desafios nas políticas públicas

As políticas voltadas às doenças raras concentram-se, em grande parte, no eixo médico-assistencial, enquanto as dimensões social, educacional e de inclusão ainda recebem atenção insuficiente.

Os impactos

Vão muito além da pele.

As genodermatoses afetam o corpo, o cotidiano, a vida social e o orçamento das famílias. Conhecer esses impactos é o primeiro passo para acolher de verdade.

Físico

Dor crônica, feridas, infecções recorrentes, limitação dos movimentos e necessidade de curativos diários.

Emocional

Ansiedade, baixa autoestima e medo, frequentemente agravados pelo preconceito e pelo olhar curioso das pessoas.

Familiar

Cuidadores assumem rotinas intensas, com sono fragmentado, afastamento do trabalho e desgaste físico e emocional.

Escolar e social

Faltas frequentes, evasão escolar, isolamento e dificuldades de inclusão nas atividades cotidianas.

Financeiro

Curativos especiais, medicamentos de uso contínuo, deslocamentos e adaptações elevam significativamente o custo de vida das famílias.

Invisibilidade social

Por serem raras, ainda recebem pouca visibilidade da sociedade, da mídia e nas políticas públicas, dificultando o acesso à informação, aos direitos e ao cuidado integral.

Isso gera um desgaste gigantesco para as famílias — e é exatamente onde a Casa Santa Teresinha atua, com cuidado contínuo e rede de apoio.

A Casa Santa Teresinha promove

Cuidado que protege, acolhe e transforma.

A essência da instituição é apoiar quem vive e convive com as genodermatoses por meio de:

Proteção

Promovemos o cuidado multidisciplinar de forma contínua, buscando acesso por meio de uma rede de apoio.

Acolhimento

Por meio de escuta ativa, acolhemos, compreendemos e cuidamos de cada pessoa com respeito, empatia e humanidade.

Transformação

Por meio de atividades socioculturais, crianças e adolescentes encontram outras pessoas que compartilham suas experiências, enquanto os cuidadores encontram apoio para não enfrentarem sozinhos os desafios do dia a dia.